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Unecs se posiciona em relação ao “tarifaço” e assessoria jurídica da Abad faz recomendação ao setor

A Unecs, entidade que reúne setores de comércio e serviços e da qual a Abad faz parte, divulgou posicionamento oficial sobre a nova taxação de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros, apelidada de “tarifaço”. A medida entrou em vigor dia 6 de agosto e impacta diversos segmentos da economia nacional, inclusive aqueles que não exportam diretamente para os EUA.

O cenário consiste no aumento expressivo para 50% das tarifas de importação cobradas sobre determinados produtos brasileiros, reduzindo a competitividade no mercado norte-americano e podendo afetar desde a balança comercial até investimentos, câmbio e emprego. Embora algumas exceções estejam previstas, estudos já indicam prejuízos relevantes.

No posicionamento, a Unecs destaca:

  • Risco ao equilíbrio macroeconômico, mesmo diante do atual superávit comercial;
  • Possíveis impactos negativos sobre setores de comércio e serviços, além dos exportadores;
  • A soma dessa medida a outros desafios já enfrentados pelo setor produtivo, como juros altos, concorrência desleal e crescimento das apostas online;
  • A necessidade de cautela e diálogo, confiando na articulação do governo brasileiro para buscar soluções.

A entidade reafirma seu apoio aos poderes constituídos na defesa dos interesses nacionais e na preservação de um ambiente econômico forte, competitivo e sustentável. Clique aqui para acessar o posicionamento na íntegra.

Análise jurídica

O Dessimoni e Blanco Advogados, assessoria jurídica da Abad, divulgou em seu portal uma análise jurídico-tributária do “tarifaço” imposto pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros.

O texto, assinado pelos advogados Laura Vidal e Pedro Rezek, relembra que o presidente norte-americano Donald Trump alegou a necessidade de “corrigir uma relação comercial desigual”, mas também incluiu motivações políticas ligadas a críticas sobre processos judiciais no Brasil. “A medida, considerada violação de princípios da OMC, ameaça setores como agronegócio, indústria aeronáutica, produtos florestais e máquinas industriais, reduzindo a competitividade e podendo gerar renegociações contratuais. O Brasil avalia responder com ações na OMC, aplicação da Lei de Reciprocidade e revisão de regimes aduaneiros”, diz a publicação.

Entre os impactos apontados pelos especialistas da DBA, estão queda nas exportações, redirecionamento de produção ao mercado interno (com risco de saturação e queda de preços) e repasse de custos ao consumidor brasileiro.

Segundo Laura e Rezek, nos EUA, o aumento de preços de alimentos, insumos e aeronaves pode pressionar a inflação e afetar cadeias de suprimento de grandes empresas. Com isso, especialistas recomendam que empresas brasileiras revisem margens, contratos e logística, enquanto a atuação conjunta entre setor privado, governo e organismos internacionais será essencial para mitigar efeitos e preservar a segurança jurídica no comércio global.