Selecionamos os principais indicadores econômicos que podem ajudar o setor atacadista distribuidor a tomar melhores decisões. O ABADNEWS trará semanalmente a sessão destacando os números da economia que impactam o setor. As pesquisas são selecionadas entre os dados divulgados pelos grandes institutos de pesquisa, incluindo os números do setor levantados pela própria ABAD em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa (FIA), Serasa e Nielsen.
Confiança – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 102 pontos no mês de junho, mantendo-se estável na comparação com o mês anterior e permanecendo na zona positiva (acima dos 100 pontos). Na base de comparação anual, a confiança teve aumento de 23,8%.
Prévia do PIB 1 – O segundo trimestre começou com a economia brasileira em expansão em abril, de acordo o Banco Central. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) cresceu 0,28% em abril ante março, em dado dessazonalizado. O resultado mostra alguma recuperação ante a queda de 0,4% vista em março, de acordo com dado revisado pelo BC depois de divulgar anteriormente contração de 0,44% no mês.
Prévia do PIB 2 – O PIB cresceu 0,87% no trimestre encerrado em abril, na comparação com o trimestre finalizado em janeiro, segundo o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV). Entretanto, na comparação com o trimestre fechado em abril de 2016, houve queda de 0,8%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve recuo no consumo das famílias (-1,9%) e na formação bruta de capital fixo.
Consumo – O movimento dos consumidores nas lojas aumentou 0,6% em maio, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Se comparado ao mesmo mês de 2016, o recuo da atividade varejista foi de 0,1%. Dois dos seis setores do comércio varejista pesquisados exibiram alta em maio/17: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (+2,2%) e móveis, eletroeletrônicos e informática (+0,5%).
Inadimplência – A inadimplência do consumidor diminuiu pelo sétimo mês seguido em maio, de acordo com a Boa Vista SCPC. No último ano, houve queda de 3,4%. Porém, em relação ao mesmo mês de 2016, a alta foi de 6,7%. De abril para maio, o índice caiu 3,8% e no acumulado do ano, -0,2%. De acordo com a entidade, a inadimplência deverá manter um ritmo estável em 2017.
Emprego – O país abriu 34.253 empregos com carteira assinada em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. O saldo é decorrente de 1.242.433 admissões e 1.208.180 desligamentos no mês. O resultado foi puxado pelo setor de agropecuária, que sozinho gerou mais de 46 mil vagas. Comércio, na outra ponta, fechou mais de 11 mil postos. O governo destacou que esse foi o segundo mês consecutivo de geração de empregos no país.
Arrecadação– Influenciada pela queda nas receitas pagas pela indústria, a arrecadação em maio foi a pior para o mês desde 2010, segundo a Receita Federal. As receitas federais totalizaram R$ 97,6 bilhões no mês passado, uma redução real (descontada a inflação do período) de 0,96% na comparação com maio de 2016.
Salário – Os reajustes salariais voltaram a ter ganho real em maio pelo quarto mês consecutivo. O aumento, que na mediana das negociações e acordos coletivos acompanhados pelo boletim Salariômetro atingiu 1%, quando descontado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até abril, foi disseminado. O percentual de correções abaixo da inflação foi de apenas 4,1%, entre os menores da série, que começa em 2007, e bastante inferior à média dos últimos 12 meses, 29,9%.
Fonte: Abad